EGTI espera chegar aos lucros dentro de 10 anos

Empresa Gestora de Terrenos Infra-estruturados tem activos em 12 províncias, incluindo em 19 projectos públicos de desenvolvimento urbano entre cidades, centralidades e zonas de requalificação. E espera recuperar investimento até 2027.

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Por André Samuel

A Empresa Gestora de Terrenos Infra–estruturados (EGTI-EP) de domínio público e privado do Estado pretende tornar-se um instrumento público de referência para as políticas de desenvolvimento urbano sustentável e estruturado e de valorização dos terrenos sob sua gestão, revelou o presidente do conselho de administração, Rodrigo dos Santos.

Rodrigo dos Santos falava durante a apresentação pública da instituição, nesta terça-feira, no Hotel de Convenções de Talatona (HCTA), onde explicou que a EGTI-EP, estatutariamente, tem a faculdade de exercer actividades complementares relacionadas com o seu objecto principal, nomeadamente, a demarcação, loteamento, infra-estruturação, comercialização, regularização de direitos fundiários e construção para habitação.

A EGTI-EP, disse, tem vindo a proceder ao desenvolvimento de protocolos institucionais que agilizem o processo de comercialização dos terrenos, bem como à estruturação de modelos integrados de serviços administrativos de suporte ao investidor.

A instituição tem activos em 12 províncias, nomeadamente em 19 projectos públicos de desenvolvimento urbano entre cidades, centralidades e zonas de requalificação. Em Luanda, o portefólio da EGTI-EP é composto por activos localizados nas Encostas da Boavista, Sambizanga (zona do ex-Mercado Roque Santeiro), Futungo de Belas e Mussulo, Cidade do Kilamba (Fase I, KK 5000 e Fase II), Urbanização do Camama,Zango 0, Zango 8000, Distrito Urbano do Sequele e Km 44.

Os interessados deverão contactar os escritórios da EGTI-EP em Luanda, uma vez que a empresa não possui ainda representação nas demais províncias. Quanto aos preços, serão definidos em função da localização, dimensão do espaço e do projecto a ser implementado.

Em relação às demais províncias, Rodrigo dos Santos explicou que os trabalhos estão atrasados face a Luanda. Neste momento, decorrem trabalhos de registo, localização das zonas e estudos de viabilidade.
A empresa espera obter retorno do investimento realizado dentro de 10 anos, com receitas de 132 mil milhões Kz.

Actualmente, a centralidade do Kilamba é o foco principal das acções da empresa. Lá estão disponíveis várias tipologias de lotes para comercialização, para diversos tipos de uso, desde residencial a comércio e serviços.

“O que procuramos é a optimização de mais valias decorrentes dos activos colocados à nossa disposição, em colaboração com entidades públicas e privadas, de modo a sustentar as políticas de desenvolvimento preconizadas pelo Executivo e servir os interesses da comunidade, sob os princípios da boa gestão administrativa e empresarial. Este é o compromisso da EGTI-EP”, revelou Rodrigo dos Santos.

De acordo com o PCA, o trabalho a ser desenvolvido pela EGTI-EP não colide com as responsabilidades das empresas e instituições do género existentes no País, antes complementa todo o trabalho já desenvolvido por estas instituições.

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