Seis países ‘premiados’ pelo combate à malária

A ALMA destaca que a malária é uma doença “evitável e tratável” que, contudo, ainda afecta centenas de milhões de famílias no continente, retira crianças da escola e impede os países de auferirem rendimentos estáveis

10
COMPARTILHE

Por Agostinho Rodrigues

Madagáscar, que no ano passado tinha ficado em primeiro lugar,passou para a terceira posição, o Senegal passou de segundo para quinto, o Zimbabué, de quarto para sexto, a Gâmbia subiu do quinto para o quarto lugar, numa lista liderada pela Argélia.

Os Prémios de Excelência 2018 na diminuição dos casos de malária, numa altura em que se receia que os progressos regionais e globais contra a doença percam ritmo, foram entregues a quatro chefes de Estado dos seis países: Madagáscar, Gâmbia, Senegal e Zimbabué. A Argélia e as Comores foram reconhecidas por terem reduzido os casos de malária em mais 20% entre 2015 e 2016.

Estes países, segundo a ALMA (African Leaders Malaria Alliance), estão no caminho certo para alcançar uma diminuição superior a 40% dos casos até 2020, sendo que a meta é erradicar a doença até 2030.

Apesar de as mortes por malária terem diminuído mais de 60%, desde o ano 2000, os casos da doença aumentaram na maior parte dos países africanos em 2016, demonstrando que estão em risco vários anos de progresso.

Os Prémios de Excelência da ALMA foram entregues apenas dois meses depois de o Relatório Mundial sobre a Malária revelar que o progresso na luta contra a doença foi frágil e desigual em 2016. Mais de 40 países estão no bom caminho para cumprir os objectivos globais de erradicação, mas, ainda assim, os casos aumentaram mais do 20% em 25 nações – incluindo oito africanas –, indicando um retrocesso no combate a esta enfermidade. Cerca de 90% de todos os casos e mortes por malária ainda ocorrem em África. A ALMA destaca que a malária é uma doença “evitável e tratável” que, contudo, ainda afecta centenas de milhões de famílias no continente africano, retira crianças da escola e impede os países de auferirem rendimentos estáveis. A doença terá custado 12 mil milhões USD à economia africana em perdas directas, e afectado em 1,3% o crescimento anual do PIB. Contudo, nos últimos anos, com o apoio dos parceiros globais, países como o Ruanda melhoraram os seus relatórios sobre a malária, através do reforço dos seus sistemas nacionais de informação sobre saúde. Além disso, em 2017, os países doadores compraram e distribuíram 203 milhões de redes mosquiteiras para famílias em África – um nível considerado pela ALMA como “histórico”.

COMPARTILHE