Greve na Movicel com tempo indeterminado

O primeiro secretário e porta-voz da comissão sindical, Costa Santos, afirmou esta terça-feira que a greve dos funcionário da Movicel, que arrancou na segunda-feira, mantêm-se por tempo indeterminado e está a ser cumprida em quase todo país. 

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O director dos Recursos Humanos da Movicel, Mário Abreu, adiantou à imprensa que 13 dos 14 pontos constantes no caderno reivindicativo já foram realizados. Os dirigentes da empresa não têm a possibilidade de responder ao ponto relacionado com o aumento salarial na ordem dos 75%, uma vez que pode levar a empresa à falência.

A Movicel afirma ser consciente das necessidades dos seus trabalhadores e como tal atendeu ao pedido de reajuste dos subsídios de alimentação e transporte dos colaboradores, do subsídio de óbito em 33%, introduziu a dispensa laboral por ocasião do aniversário e aplicou um novo classificador salarial, bem como do regime de progressão de carreira.

“Entretanto, face à situação económica do país e a capacidade de remuneração da empresa, a direcção da Movicel embora compreenda a importância da concessão de reajustes e benefícios aos trabalhadores, não pode neste momento atender a uma das reivindicações na forma imposta pelo sindicato, ou seja, proceder ao aumento salarial generalizado, na ordem dos 75%, sob pena de colocar em risco o pagamento pontual dos salários dos trabalhadores, gerando atrasos sucessivos no seu processamento, situação esta que agravará o já difícil ambiente produtivo”, explicou Mário Abreu.

A Movicel possuí mais de 800 trabalhadores em todo o país que estão a cumprir a sua greve “calmamente”, colocando apenas os panfletos “à espera que a direcção da empresa responda”.