1º. Congresso de Produção Nacional debate Política Fiscal

A Confederação Empresarial de Angola vai debater de 26 a 27 de Junho também o investimento estrangeiro no País.

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Por Maria Lopes Fotos Carlos Muyenga

A informação foi transmitida pelo presidente da CEA, Francisco Viana, ao apresentar o evento, em Luanda, que surge numa altura de liberalização do investimento privado estrangeiro em Angola. Francisco Viana fez saber que um total de 16 temas vão dar corpo a este congresso, com realce para política fiscal, o investimento estrangeiro, as infra-estruturas para o sector produtivo, as indústrias da cultura ou o comércio. “Queremos com este congresso iniciar e demonstrar que é possível trabalhar com o Governo
e mostrar que, não é só possível, como esta cooperação deve ser incontornável. Porque o Governo sozinho não vai conseguir nem mobilizar os empresários, nem produzir”, disse.

Questionado sobre o actual contexto da produção nacional, Francisco Viana sublinhou que a mesma “já começou”, mas que “ainda é tímida e está longe daquilo” que são as obrigações de Moçambique como país. “As nossas obrigações, tendo em conta os níveis de 1974, antes da independência, e também as nossas obrigações tendo em conta a população que temos e não estamos neste momento a produzir o suficiente para alimentá-la”, sustentou. Para o presidente do CEA, as medidas em curso adoptadas pelo Governo com vista à redução das importações e fomento de exportações “só terão sustentabilidade se o executivo cortar o despesismo, a corrupção e optar pelo diálogo constante e permanente com o empresariado”. “Corte de investimentos em ‘elefantes brancos’, corte na corrupção e também uma nova era na questão da organização do Orçamento Geral do
Estado [OGE]. Porque achamos que o país precisa ter um OGE mais participativo, mais democrático”, explicou.

O responsável acrescentou ser fundamental que as medidas anunciadas pelo Governo param dinamizar o sector produtivo “tenham uma base sólida de financiamento”: “Não adianta termos programas e depois não termos dinheiro para os implementar”.

O líder empresarial considerou igualmente que os resultados do congresso deste mês “poderão ser o exemplo daquilo que é uma forma moderna de gerir o país”, ou seja “governar com o povo e para o povo”. “Porque até agora as políticas são desenvolvidas em gabinetes, cheios de consultores internacionais e depois ninguém fala com os nacionais que são competentes e subaproveitados”, rematou.