Governo admite cancelar concurso de professores

Os 20 mil candidatos a professores podem ter que repetir os testes, que fizeram na passada terça-feira.

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A ministra da Educação admitiu, esta quinta-feira, que os testes dos professores podem vir a ser anulados caso sejam conformadas as suspeitas de situações anómalas “graves” durante o processo de realização destas provas, realizadas na passada terça-feira, para a contratação de novos professores. Se assim for os testes vão ter que ser repetidos, a garantia foi dada pela ministra em declarações à Televisão Pública de Angola (TPA).

O Sindicato dos Professores (Sinprof) denunciou ontem, quarta-feira, alegadas pressões dos governos provinciais no processo de recrutamento dos docentes, com o objetivo de “acomodar pessoas sem qualificação para docência”.

O concurso público no setor da Educação para o recrutamento de mais 20.000 professores – um terço do número necessário para atingir o rácio que o país necessita –  para todo o país decorreu, terça-feira, com cerca de 140.000 candidatos, ocasião em que a ministra do setor, Maria Cândida Teixeira, anunciou que a partir de 2019 o recrutamento para novos docentes “será anual”.

Em Luanda, surgiram reclamações por parte de alguns candidatos, sobretudo em relação ao “início tardio das avaliações” e ainda “insuficiência de enunciados” para o efeito.

De visita à província angolana do Cuando-Cubango, para a abertura formal do processo de recrutamento de novos docentes para o ensino geral, esta semana, a ministra apelou ao júri para ter “lisura e transparência”, no sentido de “aprovarem apenas os melhores candidatos”.

O MED vai contratar 8.675 professores para o ensino primário, 6.183 para o I ciclo, 540 bacharéis para as escolas do II ciclo e 4.602 licenciados. Além dos candidatos formados nas escolas de formação de professores a nível médio e superior, o MED está a dar possibilidade a técnicos formados em outras áreas de concorrerem e serem contratados de acordo com as necessidades do sector.

As províncias com maior número de contratação de professores são Luanda (2.650), Huíla (1.584), Benguela (1.376), Huambo (1.372) e Cuanza Sul (1.414).

Setenta mil novos professores é a cifra que o país necessita para a cobertura total do sector adequando assim o rácio professor/aluno aos números aceitáveis.

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