Caso Besa: Accionistas refutam acusações de Álvaro Sobrinho

Os accionistas do extinto Banco Espírito Santo Angola (BESA) refutaram as acusações feitas na terça-feira pelo antigo administrador executivo Álvaro Sobrinho, que afirmou que a falência da instituição bancária foi uma decisão política e não por insolvência.

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Em comunicado, os accionistas e o presidente do conselho de administração do Banco Económico (BE, que tem origem no BESA) consideram “falsas e caluniosas” as acusações contidas nas declarações de Álvaro Sobrinho, acusando-o, por sua vez, de mentir por “não apresentar os factos tal como eles ocorreram”.

Nesse sentido, os accionistas, que, escreve-se no comunicado, “acabaram por assumir grandes perdas do investimento que haviam realizado”, apelaram ao Banco Nacional de Angola (BNA) e à Procuradoria-Geral da República (PGR) para se pronunciarem, manifestando, paralelamente, “total disponibilidade para o esclarecimento da verdade”.

No documento, em que são citados dois comunicados, um do BNA e outro do Banco de Portugal (BdP), os accionistas referem que “não houve qualquer decisão política para decretar a falência do BESA”, tal como foi referido por Álvaro Sobrinho.

“A falência do BESA, em 14 de Outubro de 2014) decorreu, sim, dos erros da sua [Álvaro Sobrinho] gestão e dos seus dinheiros que para si retirou, sendo esta uma questão da sua exclusiva responsabilidade”, lê-se no comunicado.

Recorde-se que terça-feira última, numa entrevista à Televisão Pública de Angola (TPA), o ex-presidente da Comissão Executiva do BESA afirmou que a instituição faliu por decisão política e não por insolvência.

“O banco faliu por decisão política, tendo em conta as pessoas nele envolvidas. Por isso, digo que era uma decisão política”, justificou o empresário e matemático de formação, no programa “Grande Entrevista” da TPA.

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