“Vou recuperar a minha militância na UNITA”

“Vou recuperar a minha militância na UNITA”, é como responde ao Vanguarda o antigo secretário executivo provincial da CASA-CE em Luanda, Alexandre Dias dos Santos “Libertador”.

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Por Félix Abias

Acabadinho de receber o seu cartão de militante, ou de “recuperar a sua militância” na UNITA, como ele próprio considerou, com a presença do secretário-geral da UNITA, Franco Vitorino Nhany, secretário-geral adjunto, Rafael Massanga, e o deputado Diamantino Mussocola, justificou a não transformação da CASA- CE em partido político como a razão principal da sua desistência da CASA-CE.

Já quanto aos motivos do regresso à sua antiga “casa política”, aponta a “credibilidade e a firmeza” da UNITA. “A UNITA é o partido que tem credibilidade neste momento, e está firme, e a CASA-CE só com um abanãozinho já tem estas convicções todas, e nós como jovens, pensamos no futuro e queremos estar numa organização sólida”, justifica Libertador.

Este antigo dirigente da CASA-CE, a única coligação com assento parlamentar em Angola, garante que teve a oportunidade de ser militante de um dos partidos que integram a coligação, mas não confia em nenhum deles, excepto o Bloco Democrático (BD), que tem alguma credibilidade. Este último, revela, é igualmente o único que não está a prometer dinheiro aos independentes em troca da militância.

“Entrei na CASA-CE como independente, nunca pertenci a nenhum desses partidos, excepto o BD. Os partidos estão a prometer dinheiro aos independentes em troca de cargos”, sublinhou Libertador, que salienta ainda estar apenas à espera de Abel Chivukuvuku, que está nos Estados Unidos da América, para apresentar-lhe a sua carta de desvinculação formal.

Segundo esclarece ainda o demissionário, há sites e páginas nas redes sociais a apontarem-no como futuro autarca da UNITA, mas diz ser mentira: “Não é verdade. Apenas estou a regressar para recuperar a minha militância”, e diz não recear a discriminação pelo facto de ter deixado o partido dos maninhos: “Muita gente diz que vou ser descriminado, mas a resposta que dou é de que tenho a minha história dentro da UNITA, não entrei lá porque tenho parente, mas pelos ideais do doutor Savimbi”.

A partir do dia 7 deste mês começa a trabalhar no secretariado-geral pela dinamização da UNITA. Libertador entrou na UNITA em 2004, mas interrompeu a sai militância em 2012, altura em que se juntou ao projecto liderado por Abel Chivukuvuku. Leia mais na próxima edição do Vanguarda em papel.

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