Reajuste salarial não se adequa ao custo de vida dos funcionários

A UNTA-CS considera o reajustamento dos vencimentos da função pública “abaixo da taxa de inflação esperada para 2019”, o SINPROF e o SINTENFL alertam para redução de índices e, consequente, perda real do poder de compra

112
COMPARTILHE

Por Agostinho Rodrigues 

OS INTENFL não descarta a possibilidade de levantar a greve suspensa no ano passado, porém privilegia encetar negociações com a entidade patronal. Na eventualidade de falta de consenso entre as partes, o SINFROF ver-se-á forçado a convocar assembleia de trabalhadores para determinar o passo a seguir. “A greve não está descartada, aliás, ela foi apenas suspensa, porque estava decretada greve para dia 17 de Dezembro, mas a entidade empregadora solicitou uma moratória no sentido de aguardar que o Diário da República saísse”, adverte António Afonso Kileba, Secretário – geral do Sindicato dos Técnicos de Enfermagem de Luanda.

Afonso Kileba acusa o Ministério da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social (MAPTSS), o Ministério das Finanças e o Ministério da Saúde como órgão de tutela de terem omitido os índices reais dos enfermeiros ao Presidente da República, João Lourenço, pois, acredita que se assim fosse o resultado do documento final do reajuste dos vencimentos da função pública seria diferente: o proposto pela comissão técnica do SINTENFL, que não aconteceu, tendo em referência a discrepância apresentada pelo Diário da República de 18 de Dezembro de 2018. “Todos os departamentos ministeriais garantiram-nos que tudo estava bem, mas nós temos agora este documento que demonstra o contrário”, referiu, e acrescentou, eles não apresentaram os documentos reais ao Presidente da República, para avaliar os índices anteriores e os que propúnhamos”.

Se assim fosse, sublinha Afonso Kileba, o Presidente da República teria outra sensibilidade para com a classe de enfermeiros, equilibrando os índices propostos pelo grupo técnico do SINTENFL.

“Houve muita falta de verdade por parte do MPTSS, do Ministério das Finanças e do Ministério da Saúde”, revelou. Acto contínuo, convidou à entidade empregadora a rever a sua política nas negociações que reatam a 10 de Janeiro do ano em curso. “O Diário da República já fala alto, por isso, vamos retomar as negociações com a entidade empregadora para ver os argumentos que vair trazer em relação à nossa inquietação relativa à redução dos índices e, consequentemente, dos salários”, adianta.

Leia mais, a edição do Jornal Vanguarda 101, já nas bancas!

COMPARTILHE