Africanos vão às urnas este ano com eleições em mais de 20 países

Pelo menos 21 dos 54 países africanos, incluindo os lusófonos Guiné - Bissau e Moçambique, vão realizar eleições presidenciais, legislativas e regionais este ano. 

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Segundo o Instituto Eleitoral para a Democracia Sustentável em África (EISA), uma organização sem fins lucrativos, criada em 1994, com sede na África do Sul, das eleições a realizar durante 2019, em pelo menos cinco países são escrutínios adiados desde 2017 e 2018, incluindo a Guiné-Bissau, cujas eleições legislativas foram adiadas de Novembro de 2018 para Março de 2019.

Moçambique abre mês eleitoral de Outubro com realização de eleições presidenciais, legislativas e provinciais, com as previsões a apontarem que a vitória venha a pender para a Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), do Presidente Filipe Nyusi.A Frelimo lidera os destinos de Moçambique desde a independência do país de Portugal.

Na Nigéria, o início do ano de 2019 vai marcar o arranque das eleições presidenciais a decorrer agora em Fevereiro, onde o Presidente Muhammadu Buhari 76 anos, vai disputar a reeleição e irá defrontar o seu antigo aliado Atiku Abubakar, 72 anos, que foi vice-presidente do país entre 1999 e 2007.

O escrutínio tem como pano de fundo promessas de luta contra a corrupção, de solução dos problemas económicos e do desemprego, bem como o surgimento de uma terceira força política protagonizada pelo activista do movimento BringBackOurGirls, Oby Ezekwesili.

Já no Senegal, a 24 de Fevereiro, Macky Sall concorre a um segundo termo, focado no crescimento económico e na conclusão do seu ambicioso Plano para a Emergência do Senegal, que pretende transformar sectores-chave como a agricultura, saúde, administração pública e educação até 2035.

E para Abril, duas décadas depois da chegada ao poder, o Presidente Abdelaziz Bouteflika da Argélia concorre a um quinto mandato consecutivo. Aos 81 anos, confinado a uma cadeira de rodas e com a saúde fragilizada, o chefe de Estado falou ao país pela última vez há seis anos.

E na África do Sul, as presidenciais de Maio, que se seguem às legislativas e provinciais, serão uma oportunidade para legitimar, através do voto popular, o poder do Presidente Cyril Ramaphosa, que assumiu os destinos do país após a resignação de Jacob Zuma por suspeitas de corrupção.

Também em Maio, o Malaui realiza eleições presidenciais, legislativas e locais num contexto em que se acumulam as denúncias de corrupção e em que o próprio Presidente Peter Mutharika, que lidera o Partido Democrático Progressista, no poder, teve que negar acusações que o envolvem num alegado suborno relativo a um contrato governamental.

Dizer que o Botswana e a Namíbia realizam também eleições presidenciais e legislativas em Outubro, enquanto a Tunísia elege nesse mês os deputados e conselheiros e o Presidente em Dezembro.

África do Sul, Argélia, Botsuana, Camarões, Chade, Egito, Etiópia, Gana, Guiné-Conacri, Guiné-Bissau, Líbia, Madagáscar, Malaui, Mali, Mauritânia, Moçambique, Namíbia, Níger, Nigéria, Senegal, Tunísia e Somalilândia (região autónoma da Somália não reconhecida internacionalmente) realizam uma ou várias eleições em 2019.

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