Al-Sisi. Saiba quem é o novo chairman da União Africana

“O extremismo e o terrorismo são as maiores ameaças do continente. Durante a minha presidência, centrar-me-ei nestas e noutras questões”, disse no discurso de aceitação do cargo que recebeu do Presidente do Ruanda, Paul Kagame.

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Por Nilza Rodrigues

Nascido no Cairo e filho de pequenos negociantes, Al-Sisi estudou ciências militares no Egipto, no Reino Unido e nos Estados Unidos. Casado e pai de quatro filhos, o militar fez carreira no exercito, tendo sido, inclusive, adido militar na Arábia Saudita, o que lhe conferiu projecção internacional.

Em 2012 assume o cargo de ministro da Defesa, o mais jovem militar a assumir o cargo de chefe das Forças Armadas do país. No ano seguinte encabeça um golpe de Estado, o exército actua como uma força autónoma no Egipto, e Morsi sai do poder. Conservador, nacionalista e muito carismático, Sisi quer consolidar o seu poder e, por isso, o caminho está traçado. Deixa o cargo de marechal e candidata-se oficialmente às presidenciais.
Estamos em 2014. Vitória esmagadora. 96,9% dos votos. Toma posse no dia 8 de Junho. Renova vitória no ano passado. Com 97,08% por um período de mais 7 anos.

E, agora, a nomeação para o cargo de presidente da União Africana. Nada consensual. Para a Amnistia Internacional (AI), a eleição de Abdel-Fattah Al-Sisi para a presidência da UA pode afectar os mecanismos de defesa dos direitos humanos no organismo.

A AI recorda que, desde 2015, o Egipto “orquestrou um ataque contínuo” contra a Comissão Africana dos Direitos Humanos e dos Povos (CADHP), organismo que visa monitorizar os registos dos direitos humanos em África.

“Devemos continuar a construir uma UA forte e credível. A agenda desta cimeira reflecte a capacidade da nossa união para enfrentarmos as prioridades do continente”, mensagem de Paul Kagame antes de passar o testemunho.