Centralidade do Kilamba prevê para este ano primeiro pólo universitário

A urbanização foi concebida para 120 mil habitantes. O pólo terá mais de 100 salas para 12 mil estudantes, nos períodos matinal, vespertino e nocturno.

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Por Agostinho Rodrigues 

O director de Comunicação e Marketing anunciou que o Instituto Superior Politécnico de Kangonjo (ISKA) projecta em breve abrir um pólo académico na centralidade do Kilamba, nas imediações do KK-5000, devido à carência de estabelecimentos do ensino superior naquela área. Diz que as obras estão praticamente na sua fase final e muito provavelmente as aulas poderão arrancar ainda este ano. De acordo com a fonte, o novo núcleo terá mais de 100 salas e terá uma capacidade instalada para 12 mil estudantes, nos três períodos, nomeadamente matinal, vespertino e nocturno. «Além de laboratórios, o novo pólo contará com uma biblioteca de 5 mil títulos», diz José Capingala.

José Capingala diz ainda que, os preços das propinas variam entre os 25 e os 29. 500 Kz e que os cursos mais concorridos têm sido os de Ciências da Saúde, nos ramos da enfermagem e análises clínicas, assim como os de Engenharia Informática e Gestão Económica.

Segundo ele, o instituto tem um protocolo firmado com a direcção Provincial da Saúde de Luanda com base no qual os estudantes têm feito os seus estágios nos distintos hospitais da capital. Revelou que a instituição possui 113 docentes, entre licenciados, mestres e doutores e que o ISKA tem procurado seleccionar os «melhores professores para que estes exerçam as suas funções com zelo, brio e profissionalismo, sempre com base a princípios didáctico-pedagógicos».

Defende uma melhor preparação e investimento nos níveis do ensino primário e secundário como forma de «colmatar as inúmeras insuficiências que alunos apresentam quando chegam ao ensino superior». Em termos bibliográficos, José Capingala diz que a instituição conta com uma biblioteca de 5 mil livros e que a mesma será em breve reforçada com novos títulos. Localizado a norte de Luanda, o município de Cacuaco foi um dos que mais cresceu nestes últimos anos em termos urbanos e demográficos, sobretudo com o surgimento da Centralidade Urbana do Sequele, mas o seu crescimento não foi devidamente acompanhado com o surgimento de novos estabelecimentos de ensino, mormente do ensino superior.

À falta de universidades e institutos superiores, muitos estudantes, na sua maioria jovens eram «forçados» a percorrer longas distâncias em busca do conhecimento e do futuro em outras paragens. Isso não só acarretava mais gastos com as deslocações, como também afectava o rendimento académico dos estudantes». Com objectivo de preencher o enorme vazio académico que se fazia sentir neste domínio, foi criado há sete anos neste município satélite de Luanda o Instituto Superior Politécnico de Kangonjo (ISKA), localizado na via expressa à entrada de Cacuaco.

Trata-se do primeiro estabelecimento do ensino superior neste município satélite de Luanda. «Antes, os estudantes dos municípios de Cacuaco, Panguila e Viana quase não tinham alternativas para dar continuidade aos seus estudos», diz ao Vanguarda João Manico, o empresário que tomou a feliz ideia da criação do ISKA. Foi uma «aposta arriscada», visto que naquela altura, a maior parte dos empresários estava mais inclinada a investir em negócios que davam lucros imediatos, mormente no ramo de bens alimentares, bebidas ou no cimento.

Os investimentos na educação não dão lucros imediatos e poucos criam arriscar em apostar nessa área», sublinha. «O meu objectivo não era apenas o lucro mas, sobretudo contribuir para o desenvolvimento do país na formação de quadros superiores nos mais distintos ramos do saber. Em sete anos, temos vindo a registar inúmeros sucessos.

Além de Luanda, o ISKA estendeu-se à cidade do Kuito onde conta com um pólo», sublinha João Manico, o patrono do grupo empresarial «Manico Henda & Filhos, Lda». O ISKA é uma instituição de ensino e investigação científica de referência em Luanda e está enquadrada no subsistema de Ensino Superior do país, que combina um ensino de qualidade, focado nas vocações individuais e nas necessidades do mercado. Este instituto foi i primeiro e o «berço» do ensino universitário ao norte de Luanda. O nosso modelo de educação dá especial importância à utilização de tecnologias de comunicação e treinamento orientado para a prática» reforça João Manico.

Bolsas internas

Uma das apostas da instituição académica tem sido a concessão de bolsas internas todos os anos a 100 estudantes de instituições religiosas e políticas. Diz o empresário que a oferta de bolsas tem como objectivo ajudar a formar os quadros e a «estimular os bolseiros para que estes apostem mais nos estudos». Segundo ele, «os estudantes bolseiros têm a obrigação de se esforçar mais do que os demais, de forma a continuarem a beneficiar das mesmas».

De uma estrutura minúscula em 2012, hoje o ISKA é um imponente e vistoso edifício que dispõe de 40 salas de aulas e 4 laboratórios, nomeadamente os de Informática, Análises Clínicas, Bioquímica e de Práticas Médicas. Conta ainda com Tribunal de Simulação para as aulas práticas de Direito.

Com mais de 4 mil alunos matriculados no último ano lectivo, nos três períodos, nomeadamente matinal, vespertino e nocturno, o instituto dispõe de vários cursos, nos ramos das Ciências de Educação, Ciências Jurídicas, Económicas, Sociais e Tecnológicas, Ciências da Saúde, Gestão, Economia e Direito. Desde a sua criação, o ISKA já formou e lançou para o mercado do trabalho 663 diplomado e promoveu, entre 2013 a 2018, 4 mil e 700 estágios, com maior incidência para os ramos da Saúde

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