Universidade JES investe em laboratório de informação geográfico de detecção remota

Angola junta-se a Moçambique, Tanzânia e Madagáscar ao inaugurar um laboratório de sistema de informação geográfico de detecção remota

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Por Agostinho Rodrigues

Implementado com o financiamento da Holanda e a Agência Euro Espacial daquele, o laboratório visa impulsionar a agricultura de precisão em Angola, através da monitorização, por imagem satélite das áreas agricultáveis. Iniciativa da Faculdade de Ciências Agrárias (FCA) da Universidade José Eduardo dos Santos, o laboratório foi inaugurado esta semana, na província do Huambo, pelo secretário de Estado para a Ciência, Tecnologia e Inovação, Domingos da Silva Neto. Marco Urani, um dos gestores do projecto, confirmou a monotorização do laboratório pela Agência Euro Espacial da Holanda num prazo de quatro anos, considerado como o período de arranque.

Terminados os quatro anos, explicou, serão desenvolvidos trabalhos de reforço da cooperação ou determinação de outras parcerias para o financiamento do projecto. Notou que através deste tipo de laboratório, pretende-se apoiar os pequenos agricultores e melhorar a sua produtividade. Marco Urani ressaltou que, os grandes produtores poderão, com recurso ao serviço do laboratório, ampliar o seu negócio, através de um melhor serviço de informação para ajudar os operadores a tomar as melhores decisões e adoptar as boas práticas para o aumento da sua produção.

Em termos de vantagens, não deixou de ressaltar que os agricultores poderão ter acesso à informação mais confiável das suas actividades, no que tange ao tipo de solos, o uso que podem fazer das terras, as condições climáticas, o melhor período para realização da colheita, a quantidade prevista de colheita entre outras vantagens que concorrem para personalização e desenvolvimento do sector agrícola no País.Refira-se que, o acto inaugural foi testemunhado, entre outras individualidades, pelo chefe adjunto de missão da Embaixada do Reino dos Países Baixos em Angola, Alex Oosterwijk e pela governadora daquela província, Joana Lina. A inauguração do laboratório acontece numa altura em que o Executivo pretende aumentar a produção nacional de bens de consumo humano e animal.

Na última semana o Executivo sob chancela do Ministério da Economia e Planeamento deu início a um ciclo de palestra em oito das dezoito províncias, cujo tiro de largada foi a capital do País. O mote foi o Plano de Acção com vista a divulgação das medidas de apoio ao aumento da produção nacional cujas acções estão inseridas na Estratégia e Plano de Comunicação do Plano de Acção para Aumentar a Competitividade da Produção Nacional de Bens da Cesta Básica e de Outros Bens Prioritários de Origem Nacional, aprovada a 11 de Janeiro de 2019 pela Equipa Económica.

O Plano de Acção descreve as propostas de acções que podem ser implementadas nas fileiras produtivas de 46 produtos, com a finalidade de, no âmbito do PRODESI, acelerar as iniciativas privadas susceptíveis de permitir, no curto, médio e longo prazos, aumentar a produção nacional.A estratégia é elevar o nível de cobertura da procura interna dos referidos produtos com a produção nacional ou elevar o seu valor acrescentado nacional, gerando-se um impacto positivo no balanço cambial do País. Com o plano de acção, o Governo quer reduzir drasticamente as importações, com o aumento da produção interna de bens da cesta básica, com destaque para o açúcar a granel, arroz, carne seca de vaca, farinha de trigo, feijão, fuba de bombo, fuba de milho, leite em pó, massa esparguete, óleo alimentar de soja, óleo de palma, sabão azul, sal comum. Para outros bens origem nacional prioritários, pretende-se, com o plano, aumentar a produção de ovos, carne de cabrito, carne de porco, grão de milho, mandioca, batata-doce, batata rena, tomate, cebola, cenoura, pimento, repolho, alface, banana, manga, abacaxi, carapau do Cunene, sardinella aurita (Lambula), sardinella maderensis (Palheta).

Da lista, consta também o varão de aço de construção (maior de 8 mm), cimento, clinquer, cimentos cola, argamassas, rebocos, gesso e afins, vidro temperado, laminado, múltiplas camadas ou trabalhado de outras formas, tinta para construção, guardanapos, papel higiénico, rolos de papel de cozinha, fraldas descartáveis, detergente sólido (em pó), detergentes líquidos, lixívias, cerveja, sumos, refrigerantes e água de mesa. A análise das Medidas de Apoio ao Aumento da Produção Nacional” depois de Luanda, passa pelas províncias de Benguela, Huambo, Moxico, Huíla, Uíge e Cabinda

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