TAAG soma 39 anos sob “signo” de S.A

Linhas Aéreas de Angola, S.A - celebra nesta terça-feira o seu 39º aniversário, desde que foi transformada em Unidade Económica Estatal, por força do Decreto Nº 15/80 de 13 de Fevereiro, o que lhe conferiu o estatuto de companhia nacional de bandeira.

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Efectivamente, a empresa foi criada em 1938 como DTA – Divisão dos Transportes Aéreos da Direcção dos Serviços de Portos, Caminhos-de-Ferro e Transportes de Angola. No entanto, segundo dados históricos, as suas operações iniciaram-se, de facto, em 1940.

Nessa fase inicial utilizava os aviões Dragon Rapide, Klemen e Leopard Moth, tendo como primeiras linhas regulares activas Luanda-Moçâmedes e Luanda-Lobito. Os primeiros voos internacionais faziam o percurso Luanda-Ponta Negra (Congo Brazzaville).

A partir de 1948 passa a utilizar os aviões do tipo Douglas DC-3, e catorze anos mais tarde (1962) adquire o primeiro aparelho do tipo Fokker Friendship (Fokker F27).

Em 1973, a DTA transforma-se em empresa de capital misto com a designação de TAG – Transportes Aéreos de Angola, S.A.R.L., com capital maioritário do Governo, 30 por cento da TAP (Portugal) e o restante repartido por empresas privadas.

Ao longo desse ano explora os vos domésticos e inicia as carreiras regionais para São Tomé e Windhoek (Namibe). As rotas Luanda-Lisboa e as ligações a Maputo, Beira (ambas cidades moçambicana) e Salisbury (hoje Harare – Zimbawe) servidos pela TAP.

Até à Independência de Angola (em 1975), além do acrónimo TAG, os aviões usados na altura identificavam-se com as cores branca, faixas horizontais verdes, sombreados pretos e o símbolo da palanca negra gigante, uma identidade totalmente alterada.

Desta data para os dias de hoje, a companhia passou de Sociedade Anónima de Responsabilidade Limitada (SARL) a Unidade Económica Estatal (UEE), depois a Empresa Pública (E-P) e agora a Sociedade Anónima (SA), como vanguarda do transporte aérea angolano, cuja actividade se processa há 81 anos.

Neste ano de 2019, em particular, a efeméride coincide com um processo de privatização da operadora, em curso desde Setembro último, por força de um Decreto, assinado pelo Presidente da República, João Lourenço, anuindo a transformação desta em Sociedade Anónima (SA).

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