Angola prepara legislação para garantir transplantes em hospitais do país

As autoridades angolanas anunciaram ontem que Angola vai contar, ainda este ano, com legislação sobre transplante de órgãos humanos, há vários anos solicitada por doentes renais, e prevendo já a realização de transplantes em todo o país.

43
COMPARTILHE

“Está previsto para este ano a aprovação da lei de transplantes de órgãos humanos e, com a aprovação da lei, o Ministério da Saúde irá trabalhar no sentido de criar as condições para que se façam transplantes em todo o país”, disse o director nacional dos hospitais de Angola, Welema da Fonseca.

Falando aos jornalistas à margem do “Primeiro Workshop Renal”, que decorreu em Luanda, alusivo ao Dia Mundial do Rim, que hoje se assinala, o responsável deu conta que a esperança de vida do paciente com insuficiência renal em Angola “é equiparada aos pacientes a nível mundial”.

“Melhor assistência médica e medicamentosa e proteção legal” são, porém, algumas das inquietações apresentadas nos últimos anos pelos doentes renais angolanos que, em muitos casos, e apesar de funcionarem alguns centros de hemodiálise no país, procuram assistência médica no exterior do país.

Welema da Fonseca sublinhou que o país assiste pacientes renais desde que foram instalados os primeiros serviços de hemodiálise em Angola, referindo que os casos crónicos “têm estado a receber um tratamento equiparado a qualquer parte do mundo”.

De acordo com o director nacional dos hospitais de Angola, o Executivo angolano tem estado a trabalhar no sentido de “garantir que o paciente angolano insuficiente renal crónico receba o tratamento de ponta”.

“É neste sentido que temos estado a cumprir com esses pressupostos de tratamento de três vezes por semana, durante quatro horas”, concluiu.

Em Janeiro de 2018, a Associação Defesa de Direitos dos Insuficientes Renais de Angola (ADIRA) queixou-se da falta de protecção legal ao doente renal crónico e defendeu a sua inclusão na Tabela Nacional de Incapacidades e Proteção.

COMPARTILHE