UNITA condena morte de zungueira por agente da Polícia

A UNITA, maior partido na oposição no País, condenou em “nota de repúdio” o assassinato da zungueira Juliana Kafrique de 28 anos de idade, no dia 12 de Março, por agente da Polícia Nacional, na avenida 21 de Janeiro.

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Por Agostinho Rodrigues

Datada de 14 de Março, a “nota de repúdio” do Secretariado Executivo do Comité Permanente da Comissão Política da UNITA, refere que acompanha com preocupação e repulsa notícias sobre mortes, por agentes da Polícia Nacional, de cidadãos inocentes interpelados no decurso da luta que diariamente levam a cabo pela sua sobrevivência e das suas famílias.
Desta vez, diz o comunicado, o infortúnio tocou na cidadã que em vida se chamou Juliana Kafrique, que se encontrava em exercício de actividade de comércio ambulante, no dia 12 de Março de 2019, na rua 21 de Janeiro, no Bairro Rocha Pinto.
Em função da recorrência de actos do género em que, ultimamente, as vítimas são sempre mulheres zungueiras em busca do sustento de suas famílias e os autores agentes policiais que deveriam proporcionar segurança aos cidadãos, a direcção da UNITA lamenta a morte de Juliana Kafrique que com “apenas 29 anos de idade tinha muito a dar à sua família e ao país e apresentar à família enlutada as mais sentidas condolências”.
Assim, a UNITA condena em termos “veementes o acto bárbaro cometido” pelos agentes da corporação, a quem competia garantir segurança aos cidadãos.
Na nota, a UNITA exorta o Executivo angolano e o ministério do Interior em particular para a necessidade de rever as formas de recrutamento e formação de efectivos para a corporação e dar particular atenção às acções de desarmamento de mentes. “Devem fazer parte da Polícia Nacional, homens e mulheres com equilíbrio emocional comprovado, sob pena de termos em funções de segurança pública pessoas erradas que somente contribuem para a morte dos cidadãos e para mau nome da corporação”, lê-se no comunicado.