Marcolino Moco: “Recurso aos modelos de governação da Europa e América têm complicado a vida social e económica dos angolanos”

O político e ex-secretário-geral do MPLA, Marcolino José Carlos Moco defende adequação de novos modelos governativos à realidade do País, para “melhoria da vida dos cidadãos”.

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Citado pela Angop no decurso da uma conferência denominada “Angola uma nova partida”,  realizada pelo projecto de cidadania “Jango cultural”, Macolino Moco ressaltou  que a realização de eleições periódicas não deve continuar a ser vista, em Angola, como a única via de se resolver os problemas que afligem a nação.

Para Marcolino Moco, o País está na sua quarta legislatura, mas a situação da sociedade angolana pouco melhorou a favor dos cidadãos, o que, na sua opinião, impõe a “adopção contextual de novos modelos governativos”.

“O país, infelizmente, continua a enfrentar os mesmos problemas resultantes da má governação do passado, embora se registe, desde as eleições de 2017, mudanças no novo governo em corrigir os erros antigos”, justificou.

Para o também antigo primeiro-ministro do País, o recurso aos modelos de governação da Europa e América, sem um estudo prévio da realidade local, tem complicado, cada vez mais, a vida social e económica dos angolanos.

Na ocasião, Marcolino Moco discordou da ideia reiterada de que as eleições multi-partidárias sejam um fim para a boa governação.
Dirigindo-se aos jovens, o também jurista e académico chamou atenção para apostarem na investigação para contribuírem no enquadramento da história real de Angola, tendo em conta as novas reformas em curso no País.

Referindo-se às eleições autárquicas, que começam a ser implementadas em 2020, Marcolino Moco mostra-se pouco optimista que as mesmas possam vir a contribuir imediatamente para a melhoria da qualidade de vida da população.