Senegal, Costa do Marfim, Gana e Etiópia entre as apostas do Governo português em África

O Governo português pretende reforçar as relações com países africanos como Senegal, Costa do Marfim, Gana, Nigéria ou Etiópia, considerando que podem ter "um papel muito importante" na internacionalização da economia portuguesa, disse o secretário de Estado da Internacionalização de Portugal.

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Em entrevista à agência Lusa, Eurico Brilhante Dias referiu que o Governo português “tem olhado com muita atenção para a costa ocidental africana”, nomeadamente Senegal, Costa do Marfim, Gana e Nigéria, mercados onde as empresas portuguesas estão a chegar, a ganhar contratos e a procurar ganhar contratos, apontou.

“Procuraremos reforçar o Senegal, a partir de Dakar [a capital], mas também a Costa do Marfim, onde muito proximamente teremos uma visita de Estado do senhor Presidente da República”, adiantou.

No entanto, referiu que, na mesma região, o Governo “vai sempre” olhar para a Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe, Cabo Verde, sem prejuízo dos contextos político e económico, porque são mercados a acompanhar com “grande cuidado” pelo número de empresas portuguesas que neles trabalham.

Na costa oriental africana, o destaque vai para o Egito, país onde o secretário de Estado considera que Portugal tem feito “um trabalho de formiga, muito bem feito” através da embaixada portuguesa no Cairo.

Outros dos mercados onde o Governo português também pretende desbravar caminhos são a Etiópia, o Uganda e Ruanda, onde já estão algumas empresas portuguesas a chegar, disse, e no Magrebe, com Marrocos, Argélia e Tunísia.

“Como se vê, o continente africano tem para a internacionalização e diversificação da economia portuguesa um papel muito importante”, afirmou Brilhante Dias, acrescentando, no entanto, que é preciso “gerir riscos”.

O governante português destacou ainda que hoje as empresas que estão em Angola e em Moçambique já olham para outros mercados da região como o Botsuana, Maláui, Zimbabué, Suazilândia ou África do Sul, “tendo esses mercados a conjuntura que têm”, referiu.

E.M

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